quinta-feira, 8 de setembro de 2022

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   Acima, encontram-se os endereços disponíveis  para referências acadêmicas, profissionais e sociais de Fabrício Frediani.

   Abaixo, encontra-se uma amostra da produção editorial (Coluna: Surfinanças, publicada no Jornal Drop entre o ano 2008 e 2099). 

   Contato por email: fredianifabricio@hotmail.com 

   Cordialmente, Fabrício Frediani.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

$urfinanças$ 05/2008

JORNAL DROP EDIÇÃO Nº 86

Os melhores no mercado do surf em 2007: SIMA Image Awards

    A 6ª edição da premiação, SIMA Image, que tem como propósito identificar as empresas que se destacaram no mercado do surf entre 1º de Janeiro e 31 de Dezembro de 2007, anunciou os vencedores de cada uma das 15 categorias concorridas pelos associados da organização, no evento SIMA Surf Summit 11, realizado em Cabo de San Lucas, México, entre os dias 14 e 17 de Maio.

    O evento SIMA Surf Summit, em sua 11ª edição, além da premiação, promoveu palestras com grandes nomes do surf-business que procuraram incentivar e motivar a troca de experiências entre associados do SIMA, lojistas, designers de moda, e demais formadores de opinião que apostam no crescimento do mercado do surf, mesmo em tempos difíceis - de “vacas magras”, como diríamos aqui no Brasil.

    Durante o ano de 2007, foi uma constante o movimento de desvalorização das ações de renomadas empresas como a Quicksilver e a rede Pacific Sunwear.

    Apesar dos esforços do Banco Central americano (Federal Reserve, o FED), em reduzir a taxa básica de juro e em ajudar bancos que passam por dificuldades financeiras, a economia americana apresenta uma desaceleração econômica que atinge importantes mercados de sua economia, inclusive o mercado do surf.

    Gerada inicialmente por dificuldades econômicas no setor de crédito imobiliário - em função da “bolha” hipotecária que por décadas sustentou o alto índice de consumo americano -, a crise, agora, está sendo agravada pelo elevado preço do petróleo e pelas políticas de produção de biocombustível derivado do milho, encarecedores do preço dos alimentos, base da cadeia de consumo doméstico.

    A SIMA (Surf Industries Manufaturers Association), criada em 1989, atua como organização sem fins lucrativos e conta atualmente com mais de 300 associados da indústria manufatureira do surf. Seus esforços são direcionados por ações de responsabilidade social, através de relações públicas de apoio educacional, incentivo à pesquisa, além da manutenção de um fundo ambiental, que segundo divulgação da própria organização, nestes 18 anos de existência, repassou mais de US $4 milhões de dólares para grupos ambientais que priorizam a proteção dos oceanos e praias de todo mundo.

    A crescente preocupação das empresas com o meio ambiente, fez surgir nesta edição da premiação, uma das categorias de maior repercussão social, a categoria “Environmental Product of the year”. A dita categoria, que poderíamos traduzir como “Produto Ecológico do Ano”, selecionou as cinco ações ou inovações mercadológicas que contribuíram para redução do impacto ambiental, seja tal redução, decorrente no processo de fabricação ou de utilização do produto. A congratulada foi a bermuda da marca Billabong, feita com garrafas “pet” recicladas que tem parte da receita de suas vendas revertida ao Surfrider Foundation, uma organização não governamental sem fins lucrativos com representações locais nos Estados Unidos (sede), França, Espanha, Alemanha, Austrália, Japão e Brasil, dedicada à proteção dos oceanos e meio ambientes costeiros de todo o mundo.

    Dentre os demais indicados estiveram: Clean Your Beach Tees da marca Roxy (vestido feito de algodão 100% biológico com o logo impresso em laranja: "limpe sua praia"), ECO Fullsuit da marca Body Glove (roupas de borracha feitas com produtos biodegradáveis, sem utilização de petróleo em sua composição), Machado Classic Sandal, da marca Reef e Waterscript Creedlers Sandals da marca Volcom (sandálias feitas a partir de produtos reciclados). Essas atitudes ainda representam uma parcela muito pequena do mercado, mas reforçam a tendência de reduzir os males que a indústria e prática do surf causam ao meio ambiente.

    A categoria “Retailers of the year”, traduzida como “retalhista do ano” citada em nossa edição anterior (Drop #85), nesta coluna, é, na verdade, destinada ao “lojista/varejista do ano”. Confirmou o estado da Califórnia como potência no varejo do segmento, a categoria congratulou a loja Active Ride Shop, do Sul da Califórnia, na divisão masculina, a loja Sun Diego, situada em San Diego, CA, na divisão feminino e a loja Surfside Sports, de Costa Mesa, CA, na divisão loja com maior ascensão no ano.

Marca revelação do ano: Insight (da Austrália)
Campanha de marketing masculino do ano: Zoup, da marca Insight
Campanha de marketing feminino do ano: Overload, da marca Billabong Juniors
Acessório do ano: Relógio 51-30 Watch da marca Nixon
Marca de acessórios masculino do ano: RVCA (dos E.U.A.)
Marca de acessórios feminino do ano: Billabong Girls
Bermuda modelo masculino do ano: Advantage, Hurley
Marca de maiôs/beachwear feminino: L-Space
Linha de calçados do ano: Sidewalk Surfers, da marca Sanuk
Modelo de prancha do ano: Biscuit da marca Channel Islands
Roupa de borracha do ano: Infiniti Drylock, da marca Xcel


No mercado Local:

     Para identificar as tendências do segmento surf no Brasil, é preciso estar atento aos workshops, feiras têxteis e eventos de moda. Aqui, geralmente as marcas adotam iniciativas próprias, tanto para apresentar suas linhas de produto e coleções, como para promover a integração dos esforços entre designers, lojistas e vendedores.

    No mercado do surf nacional, também é forte a tendência das marcas ofertarem linhas de produtos ecologicamente corretos. A Mormaii lançou, em 2007, a campanha Neocycle que produz sandálias feitas com material reciclado a partir de roupas de borracha sem condição de uso, arrecadadas pelas lojas da marca. Existem ainda, outros exemplos em nosso mercado: as pranchas de surf Epox (bloco de isopor), as pranchas de surf ocas feitas de madeira, métodos de reaproveitamento da resina desperdiçada no processo de laminação, as parafinas à base de cera de abelha, etc.

    Quanto mais conhecimento a cadeia produtiva nacional do segmento surf possuir sobre os processos de inventividade do produto, de atividade industrial de fabricação, e de divulgação do produto até o momento de sua venda ao consumidor final, maior será a possibilidade de novas oportunidades de emprego, de geração de renda e de produtos mais baratos nas lojas do Brasil.

     O Jornal Drop confirmou algumas destas ações de marketing em nossa região. Marcou presença nos eventos - em que foi convidado - na região sul do Brasil, entre abril e maio. O leitor confere abaixo o boletim das ações mercadológicas no mercado do surf na região sul do Brasil.

    Confirmando a tendência de conscientização sobre a questão do meio-ambiente, a marca VLCS, entre os dias 14 e 15 de maio, no hotel Ritter em Porto Alegre, promoveu com lojistas da região, dinâmicas de grupo, apresentação dos objetivos da empresa e de sua coleção, com o tema: “Era da consciência e da convergência”.

     A MCD promoveu entre os dias 22 e 23 de abril, na casa “mansão estilo do alto do morro” na Lagoa da Conceição, um workshop para 400 convidados. Ocorreram dinâmicas e palestras técnicas voltadas a sua coleção de inverno 2008, que faz um resgate às tradições da tatuagem tradicional japonesa.

     A Luilui, em 12 de Maio, reuniu a equipe da rede gaúcha Planeta Surf. A empresa apresentou a história dos calçados, o posicionamento e os objetivos da marca frente as tendências do mercado. Colocando assim,  os ensinamentos em prática através de uma dinâmica de grupo.

sábado, 19 de abril de 2008

$urfinanças$ 04/2008

JORNAL DROP EDIÇÃO Nº 85

    Já estava na hora: MP3 à prova d’água

    Depois de muita expectativa, os tão sonhados tocadores MP3 à prova d’água vem se tornando produtos cada vez mais comuns nas prateleiras das lojas de surf de todo Brasil.
O número de marcas que vem buscando aperfeiçoar essa tecnologia torna o tocador cada vez mais acessível - leia-se também, baratos - aos praticantes de surf.

    São quatro as principais marcas, que desde 2007, divulgam suas diferentes tecnologias com o objetivo de tornar possível ouvir um som de boa qualidade enquanto se pratica um esporte aquático.

     A Billabong, juntamente com a Freestyle Audio, foi a primeira marca do surf a lançar o produto acoplado a um wetsuit, o SoundWave Platinum Wetsuit. A Finis, lançou o Swimp3 Surf, diferenciado pelo fato do tocador se prender ao surfista por meio de um bracelete e também pelo sistema de fones de ouvido que transmitem as ondas sonoras através do osso interno do ouvido. A internacionalmente conhecida Aplle, não titubeou e lançou o Waterproof Ipod Shuffle com 1GB de memória. Já a marca 100% nacional, Mormaii, foi a primeira a disponibilizar essa categoria de produto nas lojas do Brasil. O Mormaii Acqua Player, com 1 GB de memória, integra o Kit Water proof, e inclui além do aparelho: fone de ouvido a prova d'água, fone Street, strap de braço, bolsinha de neoprene, carregador bi-volt com bateria de litium, cd de instalação, cabo USB, manual de instrução, vídeos e mais.

    O preço dessas novidades ainda é "salgado", você pode conferir na relação abaixo:

Billabong - SoundWave Platinum Wetsuit: entre R$ 589,00 e R$ 800,00 (reais)
Finis - Swimp3 Surf: U$ 149,00 (dólares)
Aplle - Waterproof Ipod Shuffle: U$ 175,00 (dólares)
Mormaii - Kit Water proof: entre R$ 449,00 e R$ 499,00 (reais)

    A consulta dos preços não inclui frete e impostos, no caso dos aparelhos serem adquiridos via importação ou através de lojas virtuais especializadas.

    Valeu a pena esperar?

    Valeu sim e quem sabe, valha esperar um pouco mais.

     Como se referem a bens de importação, esses produtos eletrônicos demoram a chegar às lojas do Brasil. Proteger o mercado interno das importações com excesso de burocracia, de taxas e severas restrições de caráter subjetivo, é costume em todas as nações. Como a exemplo dos nossos produtos da agroindústria, como: a carne, o frango e a soja, quando tentam penetrar nos mercados europeus. A licença para exportarmos para estes países pode levar até 6 anos para ser concedida. O lado positivo dessa demora foi dar a oportunidade para que alguma empresa passasse a desenvolver o produto em nosso território, gerando emprego e renda para o Brasil, assim como fez a Mormaii.

     Além disso, como se sabe, o mercado tenta extrair a maior taxa de lucro possível das novidades tecnológicas, assim como, quando surgiram os primeiros tocadores MP3, DVD´s, telas planas, etc. Por isso, é uma tendência a expressiva queda no preço dos tocadores á prova d’água.

     Dessa forma, concluo que a “demora” foi muito saudável do ponto de vista econômico e que vale a pena esperar, aliás, diria Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

    O oscar das marcas de surf: SIMA Awards

     A SIMA Surf Industry Manufacturers Association (Associação das indústrias do Surf), promove anualmente, desde 2003, um evento de reconhecimento dos produtos e da imagem das marcas que se esforçaram para expandir o mercado do surf, utilizando-se de criatividade e consciência social e ambiental.

     Dentre as categorias mais almejadas pelas marcas, estão os prêmios de: marca do ano, marca com maior projeção no ano, retalhista feminino e retalhista masculino do ano, campanhas de marketing masculino e feminino do ano, acessório do ano, marca com maior responsabilidade ambiental no ano, tênis do ano, wetsuit do ano, modelo de prancha do ano.

     Fundada em 1989, a SIMA representa os interesses das indústrias norte americanas voltadas para o mercado do surf, e assim sendo, nenhuma empresa do Brasil concorre aos prêmios.

    É necessário fazer a inscrição e ser selecionado por meio de voto para estar entre os cinco indicados de cada categoria. A classificação envolve um processo “pra lá” de desconfiável. O vencedor é definido ao final de quatro etapas. A decisão fica a critério dos membros da SIMA e dos “especialistas” do mercado varejista.

    Embora contenha certo grau de desconfiança nessa história, o objetivo de promover o aquecimento do mercado e estimular o consumo é alcançado pela SIMA. Prova disso é a expectativa gerada pelos veículos de informação especializados no segmento surf quanto ao anúncio dos vencedores de cada categoria.

    O Jornal Drop não vai deixar passar em branco esse acontecimento, e na próxima edição o leitor poderá conferir as marcas e produtos que estão em evidência no Norte da América. A cerimônia de premiação ocorrerá dia 16 de maio no México, na cidade Cabo de São Lucas.

    O Brasil é o maior consumidor de artigos têxteis do segmento praia (ou beachwear). Esse mercado movimenta anualmente R$ 2,5 bilhões de reais, mas por aqui ainda não existe organização com tamanha representatividade e integração com o mercado do surf como a SIMA.

    As principais feiras de Surf que ocorrem nas principais capitais litorâneas do Brasil acabam servindo como trampolim para entrada de produtos via importação. Workshops são realizados pelas próprias marcas a fim de divulgarem suas coleções e ações de marketing. São iniciativas isoladas, mas que merecem respeito e atenção do mercado.

    Neste mês de abril, por exemplo, a Overboard reuniu gerentes e vendedores de 10 lojas da sua rede para divulgação das marcas WG e TopCia. O time Overboard sorteou brindes e cadastrou os participantes para receberem o newsletter das marcas, dos produtos, dos atletas, enfim, de tudo que rola dentro da Nacional Company.


    A ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção) também realiza a “Surf & Beach Show”, maior feira do segmento moda surf da América Latina, que busca antecipar tendências e orientar os retalhistas para facilitação de negociações que possibilitem uma expansão do nosso promissor mercado da moda surf. Segundo dados da própria ABIT, o segmento beachwear representa 15% da indústria têxtil nacional, a tendência é de crescimento.

    Mercado há, o que falta são estímulos ao investimento, como: desburocratização no processo empregatício, de produção e de comercialização de novas mercadorias. Sem falar nas elevadas cargas tributárias e na mutante capacidade empreendedora para superar as dificuldades da desleal concorrência imposta pelo contrabando de eletrônicos do Paraguai e pela importação de têxteis de “parceiros” comerciais como a China e a Índia.

    O mercado do surf fica no aguarde dessas mudanças, elas têm inclusive, relação muito estreita com a precária situação dos atletas do Brasil em relação ao resto do mundo. Isso não é suposição, é uma constatação muito simples de se entender: quando o mercado americano lança um novo produto, um atleta é chamado para fazer a divulgação e transmitir credibilidade a este produto. No Brasil, não é diferente.

quinta-feira, 13 de março de 2008

$urfinanças$ 03/2008

MARÇO/2008

$urfinanças$
Por: Fabrício Frediani


    CONTRATAÇÕES:

    O mercado do surf é formado por um conjunto de diferentes categorias: vestuário, acessórios, serviços, ações, material humano... Material humano?! É, sem dúvidas, a capacidade das empresas do segmento esportivo para produzir, aperfeiçoar e comercializar, está diretamente relacionada com o material humano que ela possui.
Isso, pois, os melhores atletas sabem e buscam o que há de melhor para evoluírem no esporte.
    Conscientes disso, as empresas buscam investir em atletas que possuem identidade e a simpatia dos possíveis consumidores de seus produtos, ou seja, do seu público-alvo.
    O público-alvo das empresas de surf se expande conforme a popularização do esporte. Esse fato pode ser evidenciado no mercado de vestuário. Os modelos e coleções da moda-surf agradam desde os consumidores mais “losts” até os mais clássicos e discretos.
    Nesta edição de $urfinança$ você confere algumas parcerias entre empresas e atletas que em 2008, pretendem contribuir para tornar o surf ainda mais popular e atraente a novos investimentos.

    No mundo:

     Bethany Hamilton adere a equipe Ocean Minded.
“Não existe surfista no planeta que defina melhor a expressão “ocean minded” (preocupação com o oceano)” declarou o Diretor de Marketing da marca de calçados esportivos situada nos EUA, Califórnia.
    A surfista de 18 anos, local do Hawai, perdeu seu braço esquerdo há cinco anos quando surfava em frente sua casa e foi atacada por um tubarão tigre de aproximadamente 14 pés.
    Esse acontecimento não impede Bethany de manter exemplar consciência ambiental, ocupar a terceiro colocação em campeonatos como o billabong pro junior feminino e faturar prêmios em festivais de cinema e surf com seu filme bibliográfico: “Heart of a soul surfer” (Coração de uma surfista de alma).
    Bethany conta com patrocinadores de peso como: Rip Curl, Subway, Sambazon, Stick Bumps, dentre outros. A Ocean Minded patrocina atletas de diversas modalidades esportivas além do também surfista Bede Durbidge, o “Dumbo”.

No Brasil:

     Jihad Khodr assina com Hot Buttered.
    O paranaense Jihad Khodr de 24 anos assinou contrato de dois anos com a empresa Hot Buttered e tornou-se o principal nome da marca que pretende representar nas etapas do WCT 2008.
     A marca australiana conhecida como HB foi fundada em 1971por Ted Fitzgerld quando iniciava-se uma associação da prática do surf como um novo estilo de vida.
    A HB foi a primeira marca a patrocinar Jihad como prfissional. O atleta sente-se confiante em “sua volta pra casa” e pretende confirmar as expectativas dessa antiga parceria.
    Na equipe HB, Jihad terá companhia de atletas como Guilherme Herdy, Danilo Couto, Rodrigo Resende, e outros cascas grossa do surf.

Em Santa Catarina:

     Wave Giant amplia atuação na região sul.
     A marca de vestuários conhecida como WG reforça sua atuação na região sul do país. Para tanto contratou dois catarinenses para sua equipe: Fernando Zilotto, atleta mirim, 15 anos de idade, local da praia da armação situada ao sul da ilha de Florianópolis e Gabriel Galdino, 23 anos, local de Içara mas que atualmente residente em Balneário Camboriú.
    As conquistas e ambições dos atletas foram fatores fundamentais dessas contratações. Zilotto pretende consolidar-se como atleta profissional de ponta e Galdino vai focar-se nas competições do Circuito Catarinense profissional, do Sul brasileiro, do Brasil Tour, e por ai vai...
    A WG, além do catarinense André Moi de Balneário Camburiú, conta ainda com atletas de outros cantos do país, como o carioca Eraldo Gueiros, o baiano Frankli Serpa e os paulistas Edgar Bischof e Rodrigo Koxa.

Na ilha: 

    Nike 6.0 aporta na ilha da Magia e contrata Gustavo Schilickmann
    A Nike lançou uma nova linha de produtos no Brasil, a NIKE 6.0. A coleção possui tênis, vestuário e acessórios específicos e distintos para homens, mulheres, meninos e meninas praticantes dos mais variados esportes de ação. Sendo totalmente voltada para o segmento dos esportes radicais, a primeira ação da marca no Brasil é criar uma equipe de surfistas apta a apresentar dentro d’água, a mesma credibilidade que os produtos Nike tem no mercado. Um recente contratado é o manézinho da ilha, Gustavo Schilickmann que juntamente com o carioca Pedro Scooby, é co-patrocinado e passa fazer parte da equipe Nike 6.0 brasileira, que tem como mentor o fotógrafo Daniel Smorigo.
    Novas contratações são esperadas para reforçar a equipe e o intuito da marca no Brasil. O Team completo Nike 6.0, conta com surfistas mundo a fora, como: Casey Brown, Nat Young, Koa Smith, Monyca Byrne-Wickey, Riley Metcalf, Evan Geiselman, Kai Barger e recentemente contratou um dos jovens surfistas mais promissores do mundo, o havaiano Dusty Payne.
    Recentemente Gustavo também estabeleceu parceria com a equipe Hotglass, fabricante de pranchas de surf que conta com o trabalho do renomado shaper João schilickmann, pai de Gustavo.
Gustavo Shilikmann declarou por E-mail ao jornal Drop que, com uma marca como a Nike 6.0 no mercado brasileiro, vão se abrir muitas portas para os praticantes de esportes radicais. “A idéia é boa, ... espero corresponder à altura, e eles (da Nike 6.0) também.”
    Quanto a sua parceria com a fabricante de pranchas, Hotglass, o atleta lembrou que as novas manobras, “modernas”, exigem muito desse equipamento, “quebram muito as pranchas” e finalizou: “Estou muito feliz de estar contando com a ajuda deles, ..., não só como patrocinadores, mas como amigos também!”


Notícias do Mercado

Billabong: comprou.

    A Billabong Internacional anunciou a aquisição da marca de wetsuits Excel, a mais vendida nos EUA. A Excel é especializada nos segmentos surf, wakeboard, mergulho e remada oceânica. Espera-se que com esta aquisição, a lucratividade da Billabong aumente aproximadamente 1% no exercício fiscal de 2007/08.


Quiksilver: vendendo.

    A Quiksilver confirma pretensão de afastar-se dos segmentos esqui e snowboard ao anunciar a venda da Quiksilver Rossignol, avaliada em EU $ 166 milhões de euros em outubro de 2007.
    A Rossignol foi adquirida em 2005 e juntamente com outras três marcas de esportes de inverno, representa aproximadamente 16% das receitas da Quiksilver.
    O motivo da venda seria a baixa performance nos segmentos de inverno nos últimos dois anos. A Quiksilver anunciou em nota à imprensa que a receita líquida do primeiro trimestre de 2008 alcançou US $ 605 milhões de dólares, 14% superior ao resultado do mesmo período observado em 2007. O segmento de vestuários e calçados compensou os resultados do segmento de equipamentos de inverno, comentou recentemente Bob Mcknight, Presidente e CEO da Quiksilver.


Reunião de líderes.

    Os principais nomes da indústria do surf se reuniram dia 28 de Fevereiro em Laguna’s Beach, EUA, Califórnia, no evento do projeto SIMA (Surf Industry Manufacturers Association) Business Boot Camp.
     O encontro tem como objetivo orientar e antecipar as tendências do mercado aos lojistas e retalhistas do segmento surf.
     Estiveram palestrando na ocasião, nomes como: John Wilson, Presidente da Reef ; Michael Tomson, fundador da marca Gotcha; Bob Mcknight, Presidente e CEO da Quiksilver e Paul Naude, CEO da Billabong americana e vice presidente do SIMA.



Irmãos Irons podem sofrer prejuízo milionário.

    Em 26 de Fevereiro foi vinculado num dos principais jornais do Hawai, o Honolulu Advertiser, que os Irmãos Philip Andy Irons e Bruce Irons, podem ser vítimas de um provável golpe financeiro aplicado por James W. Lull, gerente de uma sucursal da empresa de crédito hipotecário Kaua’i.
J. W. Lull declarou falência pessoal em Dezembro de 2006 alegando US $ 31 milhões em dívidas e US $ 6,7 milhões em ativos. O advogado de J. W. Lull, James Wagner, alegou que seu cliente não operava no mercado de forma fraudulenta.
    Os Irmãos Irons estavam na Austrália competindo pela etapa do WCT, Quiksilver Pro, quando a publicação de que US $ 1milhão de dólares, que esperavam render juros a uma taxa aproximada de 12% ao ano, não seriam pagos. Bill Irons, pai dos surfistas, reconheceu que J. W. Lull ajudou a muitos da comunidade, que seus filhos não foram os maiores lesados e que tem esperanças de que eles possam ser reembolsados.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

$urfinança$ 02/2008

Apresentação


    Como neste ano de 2008 passei a redigir a Coluna Surfinanças, publicada mensalmente no Jornal Drop, veículo de informações direcionado aos leitores praticantes de esportes radicais. Passarei também, a disponibilizar o material neste blog.
    Segue abaixo, na íntegra, a matéria da Coluna $urfinança$ referente à edição n° 82 publicada em Janeiro de 2008, com 9.000 exemplares distribuídos em diversos "points" de surf do Brasil.
    A coluna $urfinança$ passa a fazer parte das páginas do Jornal Drop. O propósito será divulgar os principais acontecimentos que movimentam o mercado das empresas e das indústrias de surf no mundo e também em Floripa e arredores.

EDIÇÃO Nº 82

MERCADO DO SURF NO MUNDO

EM ALTA

    A marca Norte Americana Volcom, criada em 1999 pelos amigos Richard Woolcot e Tucker Hall com o slogan “Youth Against Establishment” (Juventude Contra o Sistema), anunciou dia 16 de janeiro de 2008, a aquisição da empresa de óculos de sol Electric Visual Evolution.

    A Electric foi fundada em 2000 por Kip Arnette e Bruce Brach. A empresa alcançou o valor aproximado de US$ 23,5 milhões USD em 2007 e agora está sendo vendida por US$ 25,25 milhões no ato e mais US$ 21 milhões nos próximos 3 anos, de acordo com suas metas.

     A Volcom vem desde 2005 atuando como empresa de capital aberto (NASDAQ: VLCM). A empresa obteve uma receita de US$ 205,3 milhões em 2006 e espera um aumento de 30% para 2007. O resultado de seus investimentos trouxe a primeira loja exclusiva da marca para a América Latina em Outubro de 2007. Situada no Brasil, em São Paulo, Bairro dos Jardins.

EM BAIXA

     A Empresa Quiksilver, através de seu Presidente de conselho e Chefe executivo, Robert B. Mcnight Jr., anunciou que em função das fracas vendas de natal no varejo, o primeiro trimestre do ano será pior do que as projeções apontavam. As ações da empresa negociadas na bolsa de Nova Yorque (NYSE: ZQK) podem sofrer desvalorização acima do esperado.

    A empresa vendeu por US$ 135,5 milhões a marca Cleveland Golf, adquirida ao final de 2005, e estuda agora a possibilidade de efetuar novas vendas.

     Mesmo atravessando um período de “erro” nas projeções, a Quiksilver mantêm o título de empresa líder mundial em esportes ao ar livre, com receita anual superior a 1 bilhão de dólares.

MERCADO DO SURF NA ILHA

    Na estréia de sua matéria local, a coluna $urfinança$ traz para o leitor Drop, uma pesquisa de mercado dos preços das principais marcas de roupa de borracha encontradas na região leste da ilha.

    A temporada ainda é de águas quentes, mas quem surfa há algum tempo sabe... É nesta época que as marcas e lojas do ramo fornecem as melhores condições de pagamento.

    E porque isso ocorre?

    Tanto para esvaziar os estoques e lançar uma nova coleção para o inverno que se aproxima, como também, para minimizar esse fenômeno de queda esperada nas vendas, chamado pelos lojistas de “sazonalidade”.

     Como a intenção aqui é orientar o leitor para uma decisão de investimento para o inverno, foram analisados dois modelos com calça e manga longa, das principais marcas do ramo:

     O modelo BÁSICO (não vedado e com tecido flexível nos ombros e mangas); e o modelo COMPLETO (vedado e totalmente confeccionado com tecido flexível).

     Desconsiderando-se as diferentes tecnologias implementadas nos modelos das marcas analisadas, o que se pôde observar:

     O preço das roupas do modelo básico varia entre R$ 380,00 e R$ 580,00 reais;

     O preço das roupas do modelo completo varia entre R$ 660,00 e 980,00 reais;

     Em comparação com o ano passado (2007), quando o menor preço para uma roupa do modelo básico era de R$330,00 reais, ocorreu um aumento de 15,15% , enquanto que a inflação, revelam os principais índices, não chegou a 8%.
     Essa variação de preços ocorreu em menores proporções para as roupas do modelo completo, ano passado encontradas por no mínimo R$ 600,00, e agora, por 10% mais caras.

     As roupas da marca nacional analisada apresentaram os preços mais acessíveis e as melhores condições de garantia do produto.

    Vale lembrar...

     Em diversas lojas de surfwear também podem ser encontradas as roupas de segunda mão, usadas, e que estão sendo revendidas.
     Apesar de estas roupas apresentarem um preço 100, 150, 200% inferior ao preço das novas, podem estar com a costura comprometida ou estarem “moldadas” de acordo com as características físicas de seu dono. E por estes motivos, podem apresentar problemas.

     Ao final da temporada de verão do ano passado (2007) algumas lojas fizeram promoções que ofertavam modelos da linha 2006, com 50% de desconto.
    Nesta ocasião os preços baixaram em todas as lojas do segmento e pôde-se comprar uma roupa modelo básico pelo preço mínimo de R$280,00 reais. Quem sabe valha esperar.

    Em todos os casos é sempre bom exercer aquela lábia natural de todo surfista para pechinchar uma facilitação no pagamento, que sendo à vista, pode ser um desconto de 10 a 15% do preço.