quinta-feira, 13 de março de 2008

$urfinanças$ 03/2008

MARÇO/2008

$urfinanças$
Por: Fabrício Frediani


    CONTRATAÇÕES:

    O mercado do surf é formado por um conjunto de diferentes categorias: vestuário, acessórios, serviços, ações, material humano... Material humano?! É, sem dúvidas, a capacidade das empresas do segmento esportivo para produzir, aperfeiçoar e comercializar, está diretamente relacionada com o material humano que ela possui.
Isso, pois, os melhores atletas sabem e buscam o que há de melhor para evoluírem no esporte.
    Conscientes disso, as empresas buscam investir em atletas que possuem identidade e a simpatia dos possíveis consumidores de seus produtos, ou seja, do seu público-alvo.
    O público-alvo das empresas de surf se expande conforme a popularização do esporte. Esse fato pode ser evidenciado no mercado de vestuário. Os modelos e coleções da moda-surf agradam desde os consumidores mais “losts” até os mais clássicos e discretos.
    Nesta edição de $urfinança$ você confere algumas parcerias entre empresas e atletas que em 2008, pretendem contribuir para tornar o surf ainda mais popular e atraente a novos investimentos.

    No mundo:

     Bethany Hamilton adere a equipe Ocean Minded.
“Não existe surfista no planeta que defina melhor a expressão “ocean minded” (preocupação com o oceano)” declarou o Diretor de Marketing da marca de calçados esportivos situada nos EUA, Califórnia.
    A surfista de 18 anos, local do Hawai, perdeu seu braço esquerdo há cinco anos quando surfava em frente sua casa e foi atacada por um tubarão tigre de aproximadamente 14 pés.
    Esse acontecimento não impede Bethany de manter exemplar consciência ambiental, ocupar a terceiro colocação em campeonatos como o billabong pro junior feminino e faturar prêmios em festivais de cinema e surf com seu filme bibliográfico: “Heart of a soul surfer” (Coração de uma surfista de alma).
    Bethany conta com patrocinadores de peso como: Rip Curl, Subway, Sambazon, Stick Bumps, dentre outros. A Ocean Minded patrocina atletas de diversas modalidades esportivas além do também surfista Bede Durbidge, o “Dumbo”.

No Brasil:

     Jihad Khodr assina com Hot Buttered.
    O paranaense Jihad Khodr de 24 anos assinou contrato de dois anos com a empresa Hot Buttered e tornou-se o principal nome da marca que pretende representar nas etapas do WCT 2008.
     A marca australiana conhecida como HB foi fundada em 1971por Ted Fitzgerld quando iniciava-se uma associação da prática do surf como um novo estilo de vida.
    A HB foi a primeira marca a patrocinar Jihad como prfissional. O atleta sente-se confiante em “sua volta pra casa” e pretende confirmar as expectativas dessa antiga parceria.
    Na equipe HB, Jihad terá companhia de atletas como Guilherme Herdy, Danilo Couto, Rodrigo Resende, e outros cascas grossa do surf.

Em Santa Catarina:

     Wave Giant amplia atuação na região sul.
     A marca de vestuários conhecida como WG reforça sua atuação na região sul do país. Para tanto contratou dois catarinenses para sua equipe: Fernando Zilotto, atleta mirim, 15 anos de idade, local da praia da armação situada ao sul da ilha de Florianópolis e Gabriel Galdino, 23 anos, local de Içara mas que atualmente residente em Balneário Camboriú.
    As conquistas e ambições dos atletas foram fatores fundamentais dessas contratações. Zilotto pretende consolidar-se como atleta profissional de ponta e Galdino vai focar-se nas competições do Circuito Catarinense profissional, do Sul brasileiro, do Brasil Tour, e por ai vai...
    A WG, além do catarinense André Moi de Balneário Camburiú, conta ainda com atletas de outros cantos do país, como o carioca Eraldo Gueiros, o baiano Frankli Serpa e os paulistas Edgar Bischof e Rodrigo Koxa.

Na ilha: 

    Nike 6.0 aporta na ilha da Magia e contrata Gustavo Schilickmann
    A Nike lançou uma nova linha de produtos no Brasil, a NIKE 6.0. A coleção possui tênis, vestuário e acessórios específicos e distintos para homens, mulheres, meninos e meninas praticantes dos mais variados esportes de ação. Sendo totalmente voltada para o segmento dos esportes radicais, a primeira ação da marca no Brasil é criar uma equipe de surfistas apta a apresentar dentro d’água, a mesma credibilidade que os produtos Nike tem no mercado. Um recente contratado é o manézinho da ilha, Gustavo Schilickmann que juntamente com o carioca Pedro Scooby, é co-patrocinado e passa fazer parte da equipe Nike 6.0 brasileira, que tem como mentor o fotógrafo Daniel Smorigo.
    Novas contratações são esperadas para reforçar a equipe e o intuito da marca no Brasil. O Team completo Nike 6.0, conta com surfistas mundo a fora, como: Casey Brown, Nat Young, Koa Smith, Monyca Byrne-Wickey, Riley Metcalf, Evan Geiselman, Kai Barger e recentemente contratou um dos jovens surfistas mais promissores do mundo, o havaiano Dusty Payne.
    Recentemente Gustavo também estabeleceu parceria com a equipe Hotglass, fabricante de pranchas de surf que conta com o trabalho do renomado shaper João schilickmann, pai de Gustavo.
Gustavo Shilikmann declarou por E-mail ao jornal Drop que, com uma marca como a Nike 6.0 no mercado brasileiro, vão se abrir muitas portas para os praticantes de esportes radicais. “A idéia é boa, ... espero corresponder à altura, e eles (da Nike 6.0) também.”
    Quanto a sua parceria com a fabricante de pranchas, Hotglass, o atleta lembrou que as novas manobras, “modernas”, exigem muito desse equipamento, “quebram muito as pranchas” e finalizou: “Estou muito feliz de estar contando com a ajuda deles, ..., não só como patrocinadores, mas como amigos também!”


Notícias do Mercado

Billabong: comprou.

    A Billabong Internacional anunciou a aquisição da marca de wetsuits Excel, a mais vendida nos EUA. A Excel é especializada nos segmentos surf, wakeboard, mergulho e remada oceânica. Espera-se que com esta aquisição, a lucratividade da Billabong aumente aproximadamente 1% no exercício fiscal de 2007/08.


Quiksilver: vendendo.

    A Quiksilver confirma pretensão de afastar-se dos segmentos esqui e snowboard ao anunciar a venda da Quiksilver Rossignol, avaliada em EU $ 166 milhões de euros em outubro de 2007.
    A Rossignol foi adquirida em 2005 e juntamente com outras três marcas de esportes de inverno, representa aproximadamente 16% das receitas da Quiksilver.
    O motivo da venda seria a baixa performance nos segmentos de inverno nos últimos dois anos. A Quiksilver anunciou em nota à imprensa que a receita líquida do primeiro trimestre de 2008 alcançou US $ 605 milhões de dólares, 14% superior ao resultado do mesmo período observado em 2007. O segmento de vestuários e calçados compensou os resultados do segmento de equipamentos de inverno, comentou recentemente Bob Mcknight, Presidente e CEO da Quiksilver.


Reunião de líderes.

    Os principais nomes da indústria do surf se reuniram dia 28 de Fevereiro em Laguna’s Beach, EUA, Califórnia, no evento do projeto SIMA (Surf Industry Manufacturers Association) Business Boot Camp.
     O encontro tem como objetivo orientar e antecipar as tendências do mercado aos lojistas e retalhistas do segmento surf.
     Estiveram palestrando na ocasião, nomes como: John Wilson, Presidente da Reef ; Michael Tomson, fundador da marca Gotcha; Bob Mcknight, Presidente e CEO da Quiksilver e Paul Naude, CEO da Billabong americana e vice presidente do SIMA.



Irmãos Irons podem sofrer prejuízo milionário.

    Em 26 de Fevereiro foi vinculado num dos principais jornais do Hawai, o Honolulu Advertiser, que os Irmãos Philip Andy Irons e Bruce Irons, podem ser vítimas de um provável golpe financeiro aplicado por James W. Lull, gerente de uma sucursal da empresa de crédito hipotecário Kaua’i.
J. W. Lull declarou falência pessoal em Dezembro de 2006 alegando US $ 31 milhões em dívidas e US $ 6,7 milhões em ativos. O advogado de J. W. Lull, James Wagner, alegou que seu cliente não operava no mercado de forma fraudulenta.
    Os Irmãos Irons estavam na Austrália competindo pela etapa do WCT, Quiksilver Pro, quando a publicação de que US $ 1milhão de dólares, que esperavam render juros a uma taxa aproximada de 12% ao ano, não seriam pagos. Bill Irons, pai dos surfistas, reconheceu que J. W. Lull ajudou a muitos da comunidade, que seus filhos não foram os maiores lesados e que tem esperanças de que eles possam ser reembolsados.

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